Domingo, 13.05.12

"The First Gay President" - a controvérsia.

A Newsweek Magazine publicou mais uma cover controversa!
Depois da muito provocadora capa com Sara Palin em 2009, da muito criticada publicação com a foto pouco favorecida de Michele Bachmann acompanhada pela headline "Queen of Range" em 2011, e da manchete "Why are Obama's Critics so dumb?", na edição de Janeiro deste ano, a Newsweek não se conteve com as últimas notícias da actualidade norte-americana.

Desta feita o marketing controverso desta revista focou-se nas últimas palavras de apoio ao casamento gay por parte de Barack Obama, ilustrada por uma imagem do presidente fazendo uso de uma  auréola com as cores da bandeira do movimento LGBT, e dando lugar à seguinte frase "The First Gay President".

 

 

No seu artigo de capa, Andrew Sullivan, o popular e abertamente homossexual blogger político, defende que o comunicado feito pelo Presidente Obama estava há anos para ser feito.  Ao longo da sua cover story Sullivan  faz comparações  entre as semelhanças partilhadas pelo Presidente e a comunidade gay:  "He had to discover his black identity and then reconcile it with his white family, just as gays discover their homosexual identity and then have to reconcile it with their heterosexual family".


 Posteriormente Sullivan destaca a relevância do aval dado pelo presidente através de um texto publicado no site "The Daily Beast", onde afirma: "Today Obama did more than make a logical step. He let go of fear (...) He is clearly prepared to let the political chips fall as they may. That's why we elected him. That's the change we believed in".

 

Apesar das palavras sábias ou menos sábias de Andrew Sullivan a questionável capa mantém-se e faz uso do seu primordial propósito: apelar ao criticismo e aumentar as vendas.

Contudo, a título pessoal tenho de acrescentar que para além deste propósito natural de comercialização, a imagem e o título não são os mais bem-vindos. Esta ideia de "First gay president" pode remeter para a visão estupidificada de que quem defende  a conquista de direitos igualitários na sociedade tem de ser automaticamente rotulado na mesma medida.

 

 

 

 

 

Joana Graça Feliciano
estudante - licenciatura de Relações Internacionais

 

 

 

 

publicado por Joana Graça Feliciano às 21:44 | link do post | comentar
Quarta-feira, 02.05.12

Made in USA

 

Esqueçam a Apple, a MacDonald’s ou a Coca Cola. A empresa norte-americana que mais exporta é a Casa Branca, e a sua mercadoria mais valiosa é a corrupção politica. A corrupção não é uma invenção norte-americana, é um problema intrínseco à invenção da Democracia. Mas a intervenção política (entenda-se aqui, trocar líderes democraticamente eleitos por marionetas ao serviço das corporações) aliada à corrupção, é algo tão americano como a tarte de maçã.  Mas chega de difamação e passemos aos factos históricos:

 

- Os EUA foram o único país a usar bombas atómicas


- Foram o único país a ser condenado por «uso ilegítimo da força» pelo Tribunal Internacional de Justiça                                                                 

– Juntamente com Israel votaram contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional, na ONU em Dezembro de 1987                                                                 

               

- Mossadegh, Allende e Patrice Lumumba foram apenas uns dos muitos líderes que morreram por não corresponderem aos interesses norte-americanos

 

- O uso do agente laranja e os desfolhantes na guerra do Vietname fizeram com que 500 000 crianças nascessem deformadas

 

- Desde 1945, os EUA tentaram derrubar mais de 50 governos (democraticamente eleitos)

 

- O embargo económico a Cuba, o mais longo na História da Humanidade, começou aquando do derrube do fantoche americano, Fulencio Batista, por parte de Fidel Castro. Está estimado que o embargo tenha custado a Cuba, 750 biliões de dólares americanos

 

-Desde a Segunda Guerra Mundial até ao fim da Jugoslávia, há registo de 26 bombardeamentos norte-americanos sobre outras nações

 

- O orçamento militar que o Prémio Nobel da Paz, Barack Obama, aprovou foi o maior da História da Humanidade. Este orçamento era o suficiente para acabar com a fome em África 3 vezes. São gastos 200 milhões de dólares anualmente só em ar condicionado para os militares estacionados no Médio Oriente.

 

- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto gazeavam os Curdos em 1988

 

- Bin Laden, era uma ameaça e está morto agora. Pergunto-me se ele constituía uma ameaça quando o treinaram para combater os soviéticos

 

Uma das bandeiras de Barack Obama era o fecho de Guantánamo. Até hoje viu-se pouco ou nada do líder do Free World, e prémio Nobel da Paz. Não se espera que um só Homem consiga a paz mundial, mas espera-se que mantenha a integridade e não se torne um hipócrita. Parece que o American Dream só faz sentido se estivermos a dormir como a Bela Adormecida.

 

Termino o meu texto referindo que não faço parte da geração do ”Yes we can” pertenço antes à geração do “Just do it”

 

 

 

Pedro Silva

estudante - Mestrado em Ciência Política  

publicado por Pedro Silva às 20:26 | link do post | comentar | ver comentários (9)

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